Assinado acordo de intenções para reforçar a presença do Instituto Pasteur em São Paulo


O Instituto Pasteur (Paris), a Universidade de São Paulo e o Estado de São Paulo têm um ano
para trabalhar na evolução da Plataforma Científica Pasteur – USP, membro associado da Rede Pasteur,
em um Instituto Pasteur de São Paulo.


Nesta segunda-feira (4/7), em São Paulo, em um evento organizado pela Plataforma Científica Pasteur-USP (SPPU, na sigla em inglês) para celebrar os 60 anos da FAPESP e os 200 anos de Louis Pasteur, o vice-presidente executivo do Instituto Pasteur, François Romaneix; o reitor da Universidade de São Paulo (USP), Carlos Gilberto Carlotti Jr; e o secretário executivo de Relações Internacionais do Estado de São Paulo, Affonso Massot, assinaram um acordo de intenções para a implantação de uma unidade do Instituto Pasteur em São Paulo. 

Na ocasião, também foi assinado um aditivo ao acordo de criação da SPPU, permitindo a continuidade da parceria e das atividades da plataforma, nas mesmas instalações em que se encontra atualmente. Após a assinatura dos acordos e as declarações de todos os convidados, foi inaugurado um busto de Louis Pasteur, em comemoração aos 200 anos do seu nascimento.

A SPPU, que funciona há três anos sob a coordenação de Paola Minoprio e de Luis Carlos Souza de Ferreira, é uma célula de emergência sediada na USP pela qual são realizadas pesquisas visando à descoberta de diagnósticos, tratamentos e vacinas contra doenças causadas por patógenos que levam a respostas imunes complexas e distúrbios no sistema nervoso. Equipada com laboratórios de níveis 2 e 3 de biossegurança, a Plataforma integra a Rede Pasteur – hoje composta por 33 institutos em 25 países. 

Compromisso reafirmado – “Temos certeza de que esse acordo irá aprofundar as colaborações com o Instituto Pasteur. Temos valores em comum, priorizamos a saúde pública, a pesquisa e a inovação”, afirmou Carlotti, na abertura do evento. “O apoio da USP – uma das universidades mais prestigiadas da América Latina – e da Embaixada da França no Brasil foi fundamental no processo de criação da SPPU e na evolução para um Instituto Pasteur de São Paulo”, acrescentou Romaneix, que também destacou a importância da Fapesp no processo. “Com o G4 [programa de apoio à pesquisa que prevê a contratação do pesquisador na SPPU após a conclusão do projeto] iremos manter o nível de excelência da colaboração internacional.”

Já Massot reafirmou o compromisso do governo estadual em continuar apoiando, por meio da Fapesp, a parceria. “A assinatura desse acordo é uma demonstração da vontade política para a criação do Instituto Pasteur em São Paulo”, ressaltou. “Estamos trabalhando para tornar esse apoio permanente”, acrescentou o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Marco Antonio Zago. “A USP, o Instituto Pasteur e a Fapesp são os patrocinadores, mas devemos comemorar o suporte adicional do governo estadual”, disse.

Nova plataforma – No evento, o vice-cônsul-geral da França, Christophe Alamelama, destacou que a colaboração do Instituto Pasteur com o Brasil se desenvolverá também pelo fortalecimento da parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), já prevista no acordo tripartite, firmado em 2015 entre USP, FIOCRUZ e Instituto Pasteur.

A presidente da Fiocruz, Nisia Trindade de Lima, também presente no evento, frisou o compromisso de abrir caminho para a criação de uma plataforma em Fortaleza, no Ceará, e trabalhar em conjunto com a SPPU. “Isso irá fortalecer o amplo trabalho de pesquisa que a Fiocruz já conduz no país.” 

Membro pleno – O trabalho dos coordenadores executivos da SPPU foi elogiado pelo presidente do Instituto Pasteur, Stewart Cole, e pela presidente honorária da Rede Pasteur, Françoise Barré-Sinoussi. O evento também contou com uma palestra do Presidente da Rede Pasteur, Dr. Amadou Sall, sobre a importância da Rede Pasteur para os países membros, tanto no fortalecimento da pesquisa científica quanto no enfrentamento de pandemias. Rebecca Grais, recém-nomeada Diretora Executiva da Pasteur Network, também compartilhou as considerações finais sobre oportunidades regionais e globais de parcerias para a SPPU.

“Com a transformação da SPPU em um Instituto Pasteur nossa presença na Rede Pasteur será plena. Isso significa que iremos interagir com outros 32 centros, nos cinco continentes, promovendo a mobilidade de pesquisadores e aumentando a complementariedade de expertises nas pesquisas”, afirmou Minoprio. “Estamos construindo algo que vai continuar para as próximas gerações, nos ajudando a construir um apoio mais forte à saúde dos brasileiros e à formação dos pesquisadores que vierem no futuro”, disse Ferreira.