Febre Amarela


A Febre Amarela é uma doença infecciosa causada por um arbovírus que circula em ambiente silvestre e urbano. No ciclo silvestre, o vírus circula entre mosquitos de áreas de mata (como os mosquitos pertencentes ao gênero Haemagogus e Sabethes) e primatas não-humanos ou a humanos não vacinados através da picada de mosquitos. Já no urbano, o vírus é transmitido a humanos suscetíveis à infecção por mosquitos Aedes aegypti – se acontecer a picada de um indivíduo virêmico, após um período de incubação extrínseco, o mosquito pode transmitir o vírus a um indivíduo saudável.

A maioria dos indivíduos infectados é assintomática e a gravidade varia. Alguns indivíduos podem ter sintomas leves e outros, raramente, podem enfrentar complicações mais graves, levando ao óbito.

Causas

A Febre Amarela é causada por um arbovírus pertencente ao gênero Flavivirus, da família Flaviviridae. No caso da febre amarela silvestre, os macacos são os principais hospedeiros – mas não transmitem a doença, enquanto os principais vetores são os mosquitos Haemagogus e Sabethes, que vivem em áreas de mata.

O ciclo urbano de transmissão viral ocorre quando o mosquito Aedes aegypti, que circula nas cidades, pica um indivíduo infectado e, após o período de incubação extrínseco, um indivíduo suscetível. Essa forma da doença foi erradicada no Brasil – os últimos casos foram todos silvestres.

Sintomas

Embora a maioria dos casos seja assintomática, a Febre Amarela é caracterizada por febre com calafrios, mal-estar, dor de cabeça, dores musculares muito fortes, cansaço, vômitos e diarréia. Os sintomas costumam surgir até seis dias após a picada de um mosquito infectado com o vírus. Manifestações mais graves da doença podem acarretar hemorragias, problemas cardíacos e comprometimento renal, hepático e pulmonar.

Epidemiologia

O período de maior incidência da doença ocorre entre os meses de janeiro e abril, caracterizado por chuvas e temperaturas elevadas, no qual há um aumento da circulação dos mosquitos transmissores. Casos ocasionais da doença ocorrem em todo o Brasil. Outros países da América Latina e a África também são áreas de risco. Desde 2016, o vírus reemergiu e provocou um surto intenso no Estado de São Paulo, hoje considerado uma área de risco para a doença.

Prevenção, tratamento e vacinas

A maneira mais eficiente de prevenção da Febre Amarela é a vacinação, que no Brasil é disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em postos de saúde. O diagnóstico da infecção viral é realizado utilizando técnicas que permitem a identificação de antígenos do vírus (partícula ou RNA viral) ou pela identificação de anticorpos anti-YFV (tipicamente, imunoglobulinas da classe M - IgM). O tratamento da doença é sintomático – ou seja, para controlar os sintomas – e o paciente necessita de repouso para hidratação. Caso não haja melhora dos sintomas e apareçam hemorragias, é indicada a internação hospitalar. O uso de medicamentos com ácido acetilsalicílico é contraindicado por aumentar o risco de sangramentos.

Na Plataforma Científica Pasteur-USP

A Plataforma Científica Pasteur - USP tem o foco no estudo das doenças infecciosas  e emergentes, como a Febre Amarela. Os pesquisadores irão participar do desenvolvimento de novos métodos de diagnóstico, estudo das características biológicas do vírus e tratamento da doença. Além disso, irão investigar as razões da reação adversa à vacina e formas de combater esse desfecho.