Influenza (Gripe)


A gripe é uma infecção aguda do sistema respiratório provocada pelo vírus Influenza, que tem um grande potencial de transmissão. Três tipos do vírus circulam no Brasil: A, B e C. Indivíduos infectados apresentam febre, dor de garganta, dor no corpo, dor de cabeça e tosse seca, e costumam se recuperar em até quatro dias. No entanto, quadros mais graves podem ser observados em idosos e indivíduos imunocomprometidos, sendo a complicação mais frequente a pneumonia bacteriana secundária. Devido aos sintomas em comum, pode ser confundida com outras viroses respiratórias causadoras de resfriado – condição menos grave e com sintomas mais leves.

Causas

A gripe é provocada pelo vírus Influenza, que é transmitido facilmente através do contato com gotículas de pessoas infectadas, liberadas no ar por meio de espirros e tosse. No Brasil, circulam os tipos A, B e C do vírus. Os dois primeiros são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o A responsável por pandemias; já o último causa infecções respiratórias brandas. 

Sintomas

Os principais sintomas da gripe são febre alta (que dura cerca de três dias), dor de garganta, dor no corpo, dor de cabeça e tosse seca. A doença também pode provocar calafrios, secreção nasal excessiva e fadiga. Alguns casos, principalmente idosos, podem desenvolver pneumonia, necessitando de internação hospitalar.

Epidemiologia

O vírus tem comportamento sazonal, circulando mais durante estações climáticas frias. É comum ocorrer a circulação de mais de um tipo de influenza a cada ano. No caso do Brasil, o vírus pode circular em diferentes épocas do ano, já que o país apresenta diferenças climáticas em suas regiões.

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2020, até 14 de março, foram registrados 165 casos e 13 óbitos por Influenza A (H1N1), 139 casos e 14 óbitos por Influenza B e 16 casos e 2 óbitos por Influenza A (H3N2). O estado de São Paulo concentra o maior número de casos de H1N1, com 42 casos e 2 óbitos. Em seguida, estão a Bahia (40 casos e 3 óbitos) e o Paraná (20 casos e 5 óbitos). Em 2019, o país registrou 5.800 casos e 1.122 óbitos pelos três tipos de influenza.

Prevenção, tratamento e vacinas

O principal método de prevenção contra a gripe é a vacina, disponível no SUS e considerada uma das medidas mais eficazes para evitar casos graves e óbitos. Devido às frequentes mutações do vírus Influenza, a vacina é constantemente reformulada, tendo como base os três subtipos do vírus que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul. Todo ano, o Ministério da Saúde realiza uma campanha nacional de vacinação contra a doença.

Para evitar a propagação do vírus, também é importante seguir algumas recomendações: higienizar as mãos com água e sabão ou com álcool gel, principalmente depois de tossir ou espirrar; evitar tocar os olhos, nariz ou boca após o contato com superfícies potencialmente contaminadas (corrimãos, bancos, maçanetas etc.); e manter hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, ingestão de líquidos e atividade física.

Atualmente, o tratamento mais indicado para a gripe é o Tamiflu (Oseltamivir), que apresenta eficácia para Influenza A e B.

Na Plataforma Científica Pasteur-USP

Diante das frequentes mutações do vírus, surgem cepas mais resistentes ao Oseltamivir. Pesquisadores da Plataforma Científica Pasteur-USP se dedicam a desenvolver novas opções de tratamento para a gripe, estudando técnicas como a CRISPR-Cas, ferramenta de edição genômica.