Zika


O vírus Zika é um arbovírus, transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, que pode resultar em complicações mais graves do que outras arboviroses, como Dengue, Febre Amarela e Chikungunya. As principais complicações são neurológicas, sendo a mais comum a microcefalia (malformação do cérebro). A doença provoca manchas vermelhas em todo o corpo, olhos vermelhos, febre baixa e dores no corpo. Na maioria dos casos, a infecção é branda e tem cura espontânea em até 10 dias.

Causas

O vírus Zika é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, presente em áreas tropicais e subtropicais. Esse inseto se multiplica em depósitos de água parada em quintais e dentro das casas. A transmissão também pode ocorrer da mãe para o feto, caso ela seja infectada durante a gravidez. 

Sintomas

Os sintomas mais comuns da doença causada pelo Zika, de intensidade leve a moderada, são manchas vermelhas no corpo, febre baixa, conjuntivite, dor de cabeça e dor nas juntas. Muitos casos são assintomáticos ou leves, portanto o indivíduo pode ser infectado e não perceber.

A principal complicação é a microcefalia (malformação do cérebro), que ocorre quando o feto é infectado durante a gravidez. A condição pode ser acompanhada de paralisia cerebral, retardo no desenvolvimento cognitivo, motor e fala, além de problemas de visão e audição.

Pessoas mais velhas e com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, também têm maior risco de desenvolver complicações neurológicas, embora sejam raras.

Epidemiologia

Como o vetor do vírus Zika é o mosquito Aedes aegypti, que se prolifera em água parada, a sua transmissão é maior em períodos chuvosos, como ocorre no verão. No entanto, a prevenção deve ser feita durante todo o ano.

No Brasil, os primeiros casos de Zika foram identificados em abril de 2015, resultando em uma epidemia que durou até novembro de 2016. Naquele ano, o Brasil registrou 211.770 casos, segundo dados do Ministério da Saúde. Até março de 2020, foram notificados 1.395 casos prováveis de Zika no país.

Prevenção, tratamento e vacinas

Como não existe vacina disponível contra o vírus Zika, a melhor forma de prevenção é evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, eliminando água armazenada em locais que podem se tornar possíveis criadouros, como vasos de plantas, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e manutenção, e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas e pratos de plantas.

O tratamento da doença é sintomático, com o uso de medicamentos para controlar a febre e a dor. No caso de sequelas mais graves, como doenças neurológicas, deve haver acompanhamento médico para selecionar o tratamento adequado.

Na Plataforma Científica Pasteur-USP

Como não há tratamento específico para o Zika, um dos objetivos dos pesquisadores da Plataforma Científica Pasteur-USP é o desenvolvimento de novos métodos para tratar a doença. Uma das ferramentas estudadas nesse sentido é a CRISPR-Cas13, de edição genômica. Além disso, outro grupo investiga a possível relação entre a Síndrome Congênita do Zika e o desenvolvimento de transtornos do neurodesenvolvimento, como o autismo.