Método é mais barato e pode ser realizado por qualquer laboratório. Todas as informações são abertas, possibilitando a sua reprodução. Feito a partir da coleta da saliva, teste é 100% específico contra o coronavírus.


A Plataforma Científica Pasteur-USP (SPPU – Scientific Platform Pasteur-USP), em parceria com a Fiocruz de Curitiba, desenvolveu um teste para diagnóstico de Covid-19 utilizando a técnica RT-LAMP (transcriptase reversa - amplificação isotérmica mediada por loop), um método mais acessível que pode ajudar a ampliar a cobertura diagnóstica. Em artigo publicado na Scientific Reports, os pesquisadores mostraram que o teste apresenta sensibilidade de 90% (capacidade de detectar casos positivos) e especificidade de 100% (capacidade de excluir casos negativos). Os poucos testes RT-LAMP disponíveis hoje no mercado chegam a no máximo 95% de especificidade.

Trata-se de um teste simples de reação colorimétrica, que pode ser feito através da coleta de saliva ou secreções da nasofaringe. As amostras são inseridas em pequenos tubos com reagentes de coloração rosa, que mudam de cor para amarelo na presença do coronavírus. Apesar de também depender de reagentes importados, o LAMP custa 1/3 do valor do PCR, teste padrão-ouro, e não exige equipamentos caros, sendo considerado uma boa estratégia para popularizar o diagnóstico. “O que torna o PCR tão caro é o equipamento, que custa mais de 200 mil reais – poucos laboratórios têm acesso. O LAMP pode ser feito em qualquer laboratório, até em escolas”, afirma o virologista Edison Durigon, um dos coordenadores do estudo.

Diferente do RT-PCR, que utiliza um equipamento que necessita de diferentes temperaturas, o RT-LAMP é um teste isotérmico, feito em uma temperatura única. O resultado sai no mesmo dia ou no dia seguinte. “O PCR é uma reação mais sofisticada que dura cerca de 3 horas. Precisa de três temperaturas para fazer múltiplas cópias da fita de RNA – varia entre 90ºC, 65ºC e 60ºC. Já no LAMP, os primers são colocados em banho maria a 65ºC e, em 30 minutos, você tem milhões de cópias. A solução muda de cor ao detectar a presença do vírus”, explica o pesquisador.

A carga viral do paciente, no entanto, acaba sendo uma limitação: se a quantidade de vírus for muito baixa, o teste pode dar um resultado inconclusivo, gerando uma coloração laranja. Nesse caso, o teste deve ser repetido ou confirmado com um RT-PCR para evitar um falso diagnóstico. “No PCR, a partir do terceiro dia de infecção já é possível identificar o vírus. O LAMP deve ser feito a partir do quinto dia, para que haja carga viral suficiente para ser detectada”, ressalta.

Comercialização – Ainda não há previsão de quando o teste estará disponível no mercado, mas Durigon afirma que algumas empresas privadas já estão interessadas em desenvolvê-lo, além da própria Fiocruz. Uma das vantagens é que, enquanto os testes comerciais são patenteados, o teste da SPPU está com todas as informações abertas para a comunidade científica, possibilitando a sua reprodução. “Nossa intenção maior é contribuir para a ciência. Se isso vai se transformar em um produto, depende muito das empresas, de quem vai comprar para produzir em larga escala”.


Para investigar os mecanismos da doença e a patogenicidade do SARS-Cov-2, os pesquisadores usarão
organoides cerebrais e neurônios corticais, produzidos in vitro com técnica de reprogramação celular. 

Estudos com organoides cerebrais, chamados popularmente de minicérebros, foram essenciais para a identificação do Zika vírus como agente causador da microcefalia. Agora, os cientistas da Plataforma Científica Pasteur-USP (SPPU, na sigla em inglês) usarão esse mesmo modelo para investigar quais os possíveis danos cerebrais causados pelo novo coronavírus, o SARS-CoV-2. Além dos organoides cerebrais, também serão usados neurônios corticais, ambos produzidos a partir de células-troco pluripotentes induzidas (iPSC, na sigla em inglês) – uma técnica que possibilita reprogramar uma célula adulta e recuperar suas propriedades de células-tronco. 

“Ao ser manipulada em laboratório, a célula volta a ter comportamento embrionário e assim pode ser transformada em qualquer tipo de célula”, explica a bióloga Fabiele Baldino Russo, que realiza o estudo como pós-doutoranda na SPPU com projeto financiado pelo Institut Pasteur de Paris. Isso possibilita criar aglomerados celulares com a mesma estrutura e função de um cérebro. “Essas estruturas mimetizam muito bem o que ocorre nos tecidos humanos que enfrentam infecções”, acrescenta. 

Os resultados da pesquisa deverão ajudar a compreender a patogenicidade e os mecanismos de infecção do SARS-Cov-2 no cérebro. Isso, porque há cada vez mais relatos clínicos de pacientes com Covid-19 com danos neurológicos – confusão mental, perda de paladar e olfato, convulsões, distúrbios motores e encefalite, por exemplo. “Alguns estudos realizados previamente por outros pesquisadores já mostraram que as células neurológicas são suscetíveis ao SARS-CoV-2. Meu objetivo é tentar descobrir o que acontece a partir daí”, afirma Russo.

Produção de minicérebros – O material biológico necessário à pesquisa está sendo obtido com dentes de leite cedidos por voluntários. A partir das células-tronco extraídas da polpa dentária, são produzidos in vitro os neurônios, em 2D, e os organoides cerebrais, em 3D, que depois serão infectados com o SARS-CoV-2. Desta forma, ela espera conseguir analisar em laboratório os tipos celulares mais afetados pelo vírus, bem como checar se houve morte celular. 

“A proposta é entender a ação do SARS-CoV-2 nas células do sistema nervoso. Investigar, por exemplo, se o vírus afeta as sinapses dos neurônios ou mesmo destrói esses neurônios. Ou se os infectados serão mais propensos a ter a doença de Alzheimer no futuro, por exemplo.” A pesquisadora prevê que os primeiros resultados do estudo sairão no ano que vem. 

Técnica revolucionária – A técnica iPSC (induced pluripotent stem cells) foi descrita em 2006 pelo médico japonês Takahashi Yamanaka – descoberta pela qual ele receberia seis anos mais tarde o prêmio Nobel na categoria Medicina e Fisiologia. A técnica revolucionou o campo da neurociência e passou a ser usada mundialmente para estudar, sobretudo, doenças que afetam o sistema nervoso. “Isso, porque é muito difícil conseguir fazer biópsia no cérebro humano para obter essas células”, explica Russo. Outra aplicação que avançou foram as testagens, em células, de medicamentos diversos. 

No Brasil, umas das cientistas precursoras dessa técnica é a bióloga Patrícia Beltrão Braga, pesquisadora principal da SPPU, onde lidera o grupo dedicado à modelagem de doenças do sistema nervoso, o mesmo que Fabiele Russo atua. Professora do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, seu grupo de pesquisa foi responsável por provar a relação causal do Zika vírus com a microcefalia e por indicar a presença de neuroinflamação em astrócitos (tipo de célula do sistema nervoso) de autistas. Nesse último caso, a descoberta coube a Fabiele Russo, que à época fazia doutorado sob a orientação de Braga. 

Na SPPU, a iPSC também será usada para para a triagem in vitro de drogas contra o Zika vírus. Em paralelo, serão produzidos organóides cerebrais a partir de células-tronco pluripotentes de ovinos ou caprinos, o que possibilitará avançar nos estudos que investigam os mecanismos de comprometimento cerebral nesses animais por Trypanosoma vivax. Trata-se do protozoário causador da tripanossomose, doença que causa diversos problemas de saúde no animal e pode levar à morte. Esses estudos serão realizados pela biomédica Ethiane Segabinazi, e pela bióloga Ana Paula Pessoa Vilela - bióloga, ambas pós-doutorandas na SPPU com projetos financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).





É o que mostra uma pesquisa feita pela Poli-USP em parceria com a Plataforma Científica Pasteur-USP.

A eficácia da radiação ultravioleta (UVC) para inativar o novo coronavírus (SARS-CoV-2) foi mais uma vez comprovada. Desta vez, o estudo foi realizado por pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) em parceria com a Plataforma Científica Pasteur-USP (SSPU, da sigla em inglês), e que resultou no protótipo de um equipamento que desinfeta máscaras em larga escala. Os achados da pesquisa, no entanto, indicam que a eficácia da UVC com esta finalidade depende da porosidade do material e da existência de áreas não expostas durante a aplicação da radiação.

A pesquisa foi realizada com retalhos de máscaras cirúrgicas, de algodão e N95, contaminadas com o vírus SARS-CoV-2 e submetidas à radiação UVC em três condições: 15 minutos (0,453 J/cm2), 30 minutos (0,905 J/cm2) e 45 minutos (1,358 J/cm2). A validação da desinfecção das máscaras foi feita por reação em cadeia da polimerase em tempo real (RT-qPCR), para detecção de cópias de RNA viral, e por unidades formadoras de placa (UFP). A carga viral utilizada nos testes foi de 470 mil partículas, possivelmente muito maior do que a que é liberada por doentes de Covid-19. 

“No primeiro teste, analisamos se a UVC conseguiu quebrar o RNA – material genético que, se estivesse íntegro, possibilitaria a multiplicação do vírus. Já o segundo foi feito para confirmar se havia alguma partícula viral infectante”, explica Lilian Gomes de Oliveira, pesquisadora da SPPU que coordenou esta etapa dos testes.  

Segundo ela, os resultados mostram que é necessário considerar as diferenças de porosidade de cada material para a completa inativação do vírus. “Quinze minutos foram suficientes para inativar o vírus nos tecidos, mas, nos retalhos de elástico, o tempo necessário foi de 45 minutos”, afirma ela.

Dispositivo de desinfecção contínuo – O protótipo do equipamento para a desinfecção das máscaras foi desenvolvido por pesquisadores da Poli-USP, sob a coordenação do professor Antonio Carlos Silva Costa Teixeira, do Grupo de Pesquisa em Processos Oxidativos Avançados (AdOx), do Departamento de Engenharia Química. Participaram do trabalho os pesquisadores Bruno Ramos e Patrícia Metolina.

Em sua primeira versão, o dispositivo possibilita desinfetar cerca de 90 máscaras por hora e conta com um sistema de bloqueio automático que desliga as lâmpadas UVC caso seja aberto inadvertidamente. “Isso é muito importante porque a radiação UVC é perigosa e causa danos à saúde; nenhuma parte do corpo pode ser exposta à radiação”, enfatiza.

“Inicialmente, para testes com UVC construímos um dispositivo estático, ou seja, as máscaras não eram movimentadas durante exposição à radiação. Depois, criamos um túnel de UVC pelo qual as máscaras atravessam, sendo expostas em ambos os lados e recebendo a dose de radiação necessária para inativação dos vírus. Mesmo assim, é possível haver áreas de “sombra”, ou seja, pontos em que a radiação UVC não atinge diretamente a superfície do material”, explica. Uma possível solução para este problema, que ainda precisa ser estudada, é associar a aplicação de UVC com uma névoa de peróxido de hidrogênio (água oxigenada).  

O estudo em parceria com a SPPU, segundo o professor, foi importante para ampliar a base de conhecimento sobre inativação de micro-organismos. Desde 2000, o grupo de pesquisa de Teixeira pesquisa processos fotoquímicos para remoção de poluentes industriais e contaminantes emergentes, presentes em água e ar. Ele acredita que esse conhecimento é importante para outras aplicações da radiação UVC. Exemplo: usar menos cloro no tratamento de água potável. Embora o uso do cloro seja um processo bem conhecido e consolidado, em algumas condições seu uso pode gerar substâncias cloradas nocivas à saúde.



Pesquisadores da SPPU descrevem RNAs que podem influenciar resposta à vacinação


Com inteligência artificial, o grupo analisou dados de mais de 2 mil pacientes e descobriu 
que RNAs não codificadores longos estão envolvidos na resposta imunológica por vacina. 
O estudo pode ajudar no desenvolvimento de vacinas mais eficazes.


Diante de suas características individuais, desde a genética até o modo de vida, cada pessoa pode ter uma resposta imunológica diferente à vacinação. A comunidade científica tem tentado determinar quais genes – fragmentos de DNA – estão envolvidos em uma melhor resposta, para otimizar o desenvolvimento de vacinas. O grupo do pesquisador Helder Nakaya, um dos PIs (principal investigators) da Plataforma Científica Pasteur-USP (SPPU, na sigla em inglês), analisou a situação sob uma nova abordagem. Em vez de estudar genes que codificam proteínas, os pesquisadores optaram pelos RNAs não codificadores longos (lncRNAs) e descobriram que eles também têm um papel importante na resposta imunológica às vacinas.


Utilizando a vacinologia de sistemas, os cientistas analisaram mais de 2.000 amostras de pacientes de 17 estudos coortes, realizados por diferentes laboratórios e disponibilizados para uso público. “A técnica consiste em reunir informações dos genes que são induzidos ou expressos durante a aplicação de uma vacina e utilizar aprendizado de máquina – inteligência artificial – para descobrir quais desses genes preveem uma boa resposta imunológica”, explica Nakaya.


Segundo o pesquisador, a técnica já foi aplicada com sucesso em estudos de mecanismos moleculares de várias vacinas. No entanto, costuma-se focar na análise de genes codificadores de proteínas. “Nós escolhemos estudar os RNAs não codificadores longos porque, na verdade, apenas 1,2% dos genes é traduzido em proteína. Então, estávamos ignorando uma grande parte do genoma, que poderia ter funções importantes”.


A partir do estudo, o grupo catalogou os lncRNAs envolvidos em respostas de anticorpos às vacinas da gripe e febre amarela, criando um banco de dados on-line para divulgar os resultados. Uma das descobertas foi que a expressão do lncRNA FAM30A era alta nas células B (células que produzem anticorpos). Os pesquisadores também identificaram a mesma alteração em estudos coortes de crianças imunizadas com a vacina intranasal da gripe, sugerindo que os lncRNAs desempenham um papel comum em vacinas diversas.


O próximo passo, segundo Nakaya, é tentar validar o projeto obtendo colaborações para a realização de testes in vivo. “Se eu sei que um RNA não codificador longo é importante para uma célula B produzir anticorpos, por exemplo, talvez eu possa introduzir esse RNA na vacina para tentar melhorar as respostas desses anticorpos”.



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Instituto Pasteur inaugura Plataforma Científica na USP


Instalada na Cidade Universitária, em São Paulo, com o apoio do governo francês, a Plataforma terá17 laboratórios de pesquisa focados em estudo de patógenos para prevenção de epidemias, atuando como uma célula de intervenção de urgências.


No dia 4 de julho, o Instituto Pasteur, fundação francesa de pesquisa em prevenção e tratamento de doenças infecciosas, irá inaugurar na Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista, a Plataforma Científica Pasteur-USP. Localizada no Centro de Pesquisa e Inovação Inova USP, em uma área de 1.700 m², a plataforma será composta por 17 laboratórios. Nela irão funcionar os primeiros laboratórios de pesquisa de nível de biossegurança 3 equiparáveis aos parâmetros internacionais, onde serão estudados patógenos de alto risco. O investimento previsto é de cerca de R$ 40 milhões, sendo R$ 15 milhões em equipamentos. 


A partir de uma parceria científica entre o Pasteur, a USP e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), assinada em junho de 2015, na plataforma serão desenvolvidas pesquisas voltadas para o estudo de agentes patogênicos emergentes, cujas infecções podem provocar danos no sistema nervoso central, como os vírus da zika, dengue, febre amarela e influenza, além de protozoários como os tripanosomas causadores da doença do sono. O principal objetivo será desenvolver métodos para prevenir epidemias dessas doenças.



“Nos últimos 80 anos, não houve uma iniciativa como essa na USP. Estamos trabalhando a internacionalização da pesquisa, do ensino e da inovação”, destaca Luís Carlos Ferreira, diretor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP. Ele irá coordenar a plataforma ao lado de Paola Minoprio, diretora de Pesquisa do Instituto Pasteur, que veio para o Brasil com esta incumbência.



Segundo Paola Minoprio, a escolha da USP para sediar a plataforma foi feita com base na relevância e no impacto global da instituição em termos de pesquisa científica. “Além disso, as linhas de pesquisa do Pasteur são muito semelhantes às do ICB-USP e os dois institutos já desenvolvem projetos colaborativos”, explica. Os institutos têm em comum pesquisas nas áreas de Imunologia, Biologia Celular, Microbiologia e Parasitologia.



Biossegurança – Dos 17 laboratórios da plataforma, quatro serão de biossegurança nível 3 (NB3) para estudo de microrganismos que representam alto risco individual e risco moderado para a comunidade. Ou seja, que transmitem e causam doenças potencialmente letais, mas que têm medidas de prevenção e tratamento conhecidas. As instalações de 200 m2 são compostas individualmente por três câmaras pressurizadas para garantir a contenção, e têm acesso controlado. Os pesquisadores que atuarão na plataforma também passarão por um treinamento de procedimentos de segurança. 



Oito pesquisadores de nível sênior já foram selecionados pelos parceiros. São eles: Paola Minoprio (Instituto Pasteur de Paris – departamento de Global Health), Paolo Zanotto (ICB-Microbiologia), Edison Durigon (ICB-Microbiologia), Patrícia Beltrão Braga (USPLeste/ICB), Jean Pierre Peron (ICB-Imunologia), Eduardo Massad (FM-USP), Helder Nakaya (FCF-USP) e Pedro Teixeira (ENSP-Fiocruz). Todos manterão suas vinculações às unidades de origem e dedicarão parte de suas pesquisas à plataforma. A partir de 2020, serão selecionados anualmente mais três grupos de jovens pesquisadores para integrar a equipe. No total, espera-se que a plataforma tenha de 80 a 100 pesquisadores.



Rede internacional – O Instituto Pasteur possui atualmente 32 centros em 26 países, integrantes da Rede Internacional do Instituto Pasteur (RIIP), cuja próxima reunião regional abrigará o evento de inauguração da Plataforma Científica Pasteur-USP. Entre os dias 3 e 5 de julho, pesquisadores de diversos países estarão presentes na USP para discutir assuntos relacionados à biomedicina, como doenças emergentes na América Latina, intervenções multidisciplinares para controle da Zika e estratégias de combate à resistência a antibióticos.

A realização do evento conta com o apoio da Embaixada da França no Brasil e a Delegação regional francesa de cooperação para América do Sul sedada no Chile, da Associação Internacional do Pasteur, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e da Thermo Fisher Scientific, empresa de desenvolvimento de produtos biotecnológicos, que também fornecerá parte dos equipamentos dos laboratórios da Plataforma.


Sobre o Instituto Pasteur: Fundado em 1887, o Instituto Pasteur, sediado em Paris, é um centro de pesquisa biomédica reconhecido internacionalmente e vencedor de 10 Prêmios Nobel. Com 23 mil pesquisadores trabalhando para a sua rede internacional, possui 130 unidades de pesquisa somente no Instituto parisiense, divididas em 11 departamentos de pesquisa cujo principal objetivo é fazer estudos colaborativos e inovadores que melhorem a saúde mundial em termos de prevenção e tratamento de doenças. Outro pilar do Pasteur é a educação: seu centro educativo recebe anualmente 900 alunos e oferece 45 programas de doutorado e pós-doutorado e 26 programas de estágio.


Sobre o ICB-USP: Considerado uma das melhores instituições de nível superior do Brasil em sua área, o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) é referência internacional em pesquisa básica e translacional. Nos seus mais de 150 laboratórios são desenvolvidos projetos de pesquisa de alta qualidade e impacto social em saúde humana e animal. Com seis programas de pós-graduação próprios e outros três programas multi-institucionais, o ICB tem uma equipe de 167 docentes e 266 técnicos administrativos e de laboratório, em associação com 113 pesquisadores pós-doutores e 819 alunos de pós-graduação. Seus docentes têm alta produtividade científica com cerca de 600 publicações anuais em periódicos com alto fator de impacto. O ICB representa a sexta unidade da USP em número de pedidos de patente depositados no INPI e está entre as três primeiras unidades de pesquisa no Estado de São Paulo com mais recursos captados junto à FAPESP.